Opinião do Observador: Se isto é um primeiro-ministro

Link: http://observador.pt/opiniao/se-isto-e-um-primeiro-ministro/

de José Manuel Fernandes

Porque é que Costa teve medo de revelar os nomes das 64 (que podem ser 66) vítimas de Pedrógão? Talvez porque tem responsabilidade em muitas medidas e nomeações indissociáveis da tragédia que vivemos.

Sábado: o Expresso publica os nomes de 64 vítimas do incêndio de Pedrógão Grande e revela que há pelo menos uma 65ª. Logo no domingo, o primeiro-ministro reagiu como costuma reagir: “Já está tudo esclarecido” (porventura tão “esclarecido” como o caso das viagens dos secretários de Estado ao Euro, que um ano depois levou à sua demissão).

Obviamente, nada estava esclarecido. Não estava esclarecido o que eram vítimas “directas” ou “indirectas” daquela tragédia (e sabemos agora que, além da idosa identificada pelo Expresso, o Ministério Público ainda está a investigar mais uma situação). Sobretudo quase nada estava ou está esclarecido sobre o que se passou em Pedrógão. Tanto assim é que, passadas apenas algumas horas, António Costa mudou o discurso.

Tendo constatado que não conseguia fazer desaparecer a sombra da dúvida da opinião pública, passou à segunda escapatória: “Não é o Governo que contabiliza” os mortos. E acrescentou ainda algo de extraordinário: “Se alguém tiver conhecimento de um maior número de mortes deve comunicar a essas entidades.” Como? Sem conhecer a lista das vítimas, como seria isso possível?

Mas nessa altura o governo já tinha encontrado outra barricada: a lista das vítimas estava em segredo de justiça. Porquê? É difícil entender. Tão difícil de entender que, passadas mais 24 horas, o Ministério Público levantou o segredo de justiça e revelou que há 64 mortes “directas” e mais duas que ainda estão a ser investigadas.

Mas mais difícil de entender ainda foi a resistência do Governo a pedir ele próprio o levantamento do segredo de justiça, como podia fazer. De que tinha medo? Não entenderia que a simples existência de uma suspeita era factor de alarme público? Perdeu de tal forma o controle dos acontecimentos que teve medo que a lista que circulava na Internet e foi revelada pelo jornal i fosse verdadeira?

Tudo isto poderia ser apenas desnorte se não correspondesse a um padrão de comportamento: o de procurar controlar a informação e obscurecer a verdade. O de tentar ter apenas uma “narrativa” – a sua narrativa.

O que se passou na quarta-feira de manhã na sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil é bem significativo. No briefing com os jornalistas, destinado a procurar afastá-los das frentes de incêndio, a porta-voz deu como controlado o fogo de Mação. À mesma hora, no local, os autarcas garantiam que sucedia exactamente o contrário – e era mesmo o contrário o que estava a suceder.

Não é a primeira vez que estes “enganos” ocorrem. Dias antes, a mesma ANPC garantia que um helicóptero tivera um problema mas que tudo se reduzira a um “incidente”, tendo tudo acabado com um mero “toque no chão de forma controlada”. Uma investigação da TSF revelou que, afinal, o aparelho ficou destruído.

Se dúvidas houvesse sobre o objectivo da “lei da rolha” imposta aos comandantes dos bombeiros, estes episódios eliminaram-nas: a centralização da informação nos encontros com os jornalistas em Carnaxide destinam-se mais depressa criar uma cortina de fumo que os impeça de ver as colunas de fumo em que se estão a transformar cada vez mais florestas.

António Costa, que defendeu abertamente esta “lei da rolha”, tem de facto razões para estar preocupado, pois deixou rasto em muitas das decisões que estão a condicionar negativamente o que se está a passar com as nossas florestas. Recordemos algumas delas:

  • Foi de António Costa, como ministro da Administração Interna, a decisão de apostar tudo num sistema de combate aos incêndios focado em extinguir rapidamente as ignições e que desvalorizou a reforma da floresta. É essa opção que, neste ano quente e de imensa acumulação de combustível nas matas, mostra não ser capaz de evitar tragédia atrás de tragédia.
  • Foi também de António Costa a decisão de manter o contrato com o SIRESP, o sistema de comunicações que está sempre a falhar, tendo-se limitado a renegociá-lo para lhe retirar valências que hoje fazem imensa falta.
  • Foi ainda de António Costa a decisão política, como primeiro-ministro, de promover a aprovação de um pacote legislativo para a floresta que é duramente criticado tanto pelos especialistas em florestas e em fogos florestais, como pelos agentes económicos do sector. Costa, como já referi, preferiu fazer umas flores à esquerda, com o Bloco, para enganar o pagode, perdendo-se mais uma oportunidade de tomar as medidas que têm de ser tomadas.
  • Foi com António Costa que ascendeu a Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil um coronel (antes esse lugar fora sempre ocupado por um oficial general) que tem como currículo ter quase sempre seguido Costa de perto: Joaquim Leitão foi em 2005 adjunto do gabinete do secretário de Estado da Administração Interna quando António Costa era ministro, em 2008 foi nomeado comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa pelo presidente da Câmara António Costa, em Janeiro de 2016, com o novel governo Costa, regressou ao Ministério da Administração Interna, de novo como adjunto. É esse mesmo Joaquim Leitão que hoje preside ao caos notado no combate a tantos e tantos incêndios, tal como preside à “lei da rolha”.
  • Foi com este governo de António Costa que o MAI nomeou 30 chefias da Protecção Civil 74 dias antes da tragédia de Pedrógão, sendo que um dos novos nomeados, o 2.º comandante de Leiria, foi quem dirigiu as operações no terreno durante o fogo de Pedrógão Grande das 19h55 às 22h do dia 17 de Junho, isto é, no período em que ocorreu a maioria das mortes. Trata-se de Mário Cerol, um advogado, comandante dos bombeiros de Alcobaça e, vejam lá, antigo mandatário de uma candidatura do PS a esse município.
  • António Costa estava ao lado de Rui Esteves, o comandante operacional da ANPC nomeado pelo seu governo, quando, na noite de sábado para domingo no incêndio de Pedrógão Grande, este declarouque os meios envolvidos no combate àquele fogo eram “claramente” os adequados e que a sua determinação era extinguir o incêndio nessa mesma noite ou no domingo – o incêndio levaria cinco dias a ser extinto. Agora, foi esse mesmo Rui Esteves que, a partir de Proença-a-Nova (que fica no seu distrito de origem, Castelo Branco), dirigiu no terreno o combate ao incêndio de Mação, tendo de responder às queixas já verbalizadas pelos autarcas deste município sobre as opções que tomou.

Para onde quer que olhemos há traços da passagem ou de decisões de António Costa que não podem ser dissociadas não apenas de um atraso de pelo menos 10 anos na reforma da floresta (estava no Governo que meteu os estudos na gaveta), como de medidas que provocarão novo adiamento de qualquer reforma útil, como há muito não se via tanta desorientação e caos na direcção das operações da Protecção Civil, uma estrutura cujas chefias estão lá porque Costa lá as colocou. E se quiserem mais um exemplo leiam Manuel Carvalho, natural de Alijó, jornalista que muito escreveu sobre a floresta portuguesa, e que ao comentar o incêndio que devastou pinhais que conhecia como as mãos não hesitou em falar, justificando, em “desnorte” e “incompetência”.

Quando juntamos todas estas peças, quando sabemos que ainda estamos em Julho e faltam os dias mais perigosos do ano, quando suspeitamos que há muitas coisas que nos estão a ser escondidas, até para as férias de António Costa se olha como um pecado menor – pecado de arrogância, mas pecado menor.

Face a tudo o que este Verão nos tem revelado, ficamos com a percepção clara de que o nosso primeiro-ministro não possui a fibra para o lugar. Onde quer que vá vai sempre depois de o Presidente da República já ter estado. Quando o seu Governo deve explicações aos portugueses, ele faz perguntas aos organismos sob a sua tutela, como se assim sacudisse a água do capote. No momento em que o Estado falha clamorosamente, como sucedeu em Pedrógão Grande, nem sequer tem a humildade de, como primeiro responsável executivo desse Estado, pedir desculpa. Sempre que a situação fica difícil, responde com evasivas. Na altura em que, até para criar um clima de tranquilidade pública, se exigia a máxima frontalidade e transparência, responde com uma atamancada “lei da rolha” ou convoca um focus group sobre a sua popularidade.

Não sei se isto é um primeiro-ministro – o que sei é que não é assim que um primeiro-ministro deve governar. As manhas da política e os truques dos especialistas em comunicação não chegam para disfarçar o muito que lhe falta para sabermos que também é um homem para os dias difíceis, aqueles onde não se pensa em salvar a pele mas em servir o melhor possível os portugueses.

PS. O título deste texto inspira-se num dos melhores romances sobre o Holocausto, a obra autobiográfica de Primo Levi Se isto é um homem. O que mais impressiona na obra desse sobrevivente de Auschwitz é a sua descrição de como os prisioneiros acabavam facilmente a espezinhar outros prisioneiros apenas para sobreviverem mais alguns dias ou algumas horas. É, por isso, um tremendo retrato do lado mais negro da natureza humana. Lembrei-me dele ao assistir a actuações próprias do lado mais negro da política.

Advertisements

Os Falsos Defensores de Minorias

“Na verdade, eles não lutam por minorias. Lutam por uma doutrina que à semelhança de certas religiões tenta impor-se pela força, subjugação, violência verbal ou física e nunca de forma pacífica e democrática. Defendem uma liberdade que só existe para eles e para quem partilha a mesma ideologia.

Os opositores são para varrer do mapa.”

BLASFÉMIAS

Eles transpiram falsidade por tudo quanto é poro. Gritam seu apoio às “minorias” evocando racismo a quem se lhes opõe tentando criar sentimento de culpa. Mas só quem anda muito distraído é que não percebe a instrumentalização que é feita à volta dessas comunidades para impor uma ideologia opressiva de pensamento único já deveras conhecida nos países que infelizmente se viram a braços com o comunismo. Esta gente gosta do cinzento. Da cor única. Tudo nivelado no pensamento, nas oportunidades, nas igualdades. Tudo sob o atento olhar de uma única autoridade com poder: o Estado totalitário. Defender as minorias passou a ser o caminho para chegar ao domínio da sociedade depois do fracasso do socialismo de Marx. Agora há que fazer a “revolução cultural” impondo um marxismo social defendendo temas fracturantes (e só esses) que provoquem guerras e ódios contra grupos.Em defesa das minorias? Não. Em defesa…

View original post 524 more words

Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural

A liberdade é só para alguns e a liberdade de expressão só mesmo para um grupo selecto de iluminados… O problema é a liberdade de expressão estar consagrada só no número 37º artigo, demonstra a importância que se dá à coisa…

PortugalGate

A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37.º” refere: “1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opinião. Mas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?

Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes…

View original post 797 more words

Functional Depression

Functional Depression

Now let me get started by saying that I know that depression has varying degrees of intensity, and thank the heavens I have never had to deal with the full-blown, physically impairing type that can thankfully, nowadays, be tackled with the 21st century medications.

What I am going to talk about is the type of depression that a large chunk of humanity deals with every day, but is devalued as a non-topic. What is the absolute goal of society? Or rather, what is the goal we are told to pursue? Aside from wonderful things like life (it’s generally a good thing to be alive) and liberty (we can debate exactly how free any of us actually is), the pursuit of happiness is the forefront of, at least, western society. I say this because more often than not, even in western society, we don’t give a shit about happiness, we just want to survive and not end up in the streets destitute and abandoned by our increasingly inhuman representatives. So why bring it up? I think comedians are the philosophers of our times, and Carlos Valencia best put it when he said “If you’re not depressed, you’re not paying attention”. And ever since I heard that, I just felt so much better about this consistent and nagging “ugh” I feel every single day.

I never got that whole “ignorance is bliss” bullshit. It’s dumb, knowing is far better than not knowing. Yeah, more often than not, when you know something you didn’t your immediate reaction is “Aaah, I wish I didn’t know that”, but overall, knowing is what makes us grow, it’s one of the civilizing forces in society. Not knowing is far worse, and you can call ignorance to be bliss, it’s just a dumb and lazy way to excuse not wanting to find out more or to not care about anything outside of our own wee little bubble.

So I take time to know things, I care about what is going on in my country, I care about what is going on in my community, the country next door, countries around the world, humanity as a whole. I care about the old lady crossing the street, and whether or not I’m going to see her getting run over (something I don’t want to happen to the old lady, or to be scarred for life for witnessing) I generally care about a whole lot of things, especially in my personal circle. I care deeply and fundamentally about my partner, whether or not she’s OK, if she laughs, if she’s in pain, I care deeply about our making it to the end of the month with some money left over in the bank that we can save for our future, I care deeply about our life, so I care about knowing if I am doing well in my job, if my job has a future, if my country has a future, and I need to know when to pack our bags and bounce if things get bad in this country.

So how can you not be depressed when all sign show that work, people, communities, countries as a whole are not faring too well? How can you not be depressed when you see hundreds of thousands of people fleeing from the drudges of war or witnessing the horrors of hunger, conflict, poverty, persecution, apathy, inhumanity around the world? How the hell can I not be depressed when I have to pay taxes out of my ass to finance a state that is inefficient and does not guarantee my safety in case of a fire, how can I not be depressed when I have to work my ass off to make ends meet every month, and know that there are a whole lot of people who are waaaay worse off? Worse, knowing that there are a whole lot of people who are waaaay better off, not doing a 100th of what we have to do to survive?

So yeah, I am depressed, functionally so, but a depression nonetheless. But guess what, so are you, and so are millions of people around the world, cause at the end of the day, that cow ain’t gonna milk itself, that field ain’t gonna till itself, that spreadsheet ain’t gonna fill itself, and that bill ain’t gonna pay itself. We have to deal with life, and that’s hard. We have to witness what’s going on around us, and that’s harder. But we have choices every day that make us functioning human beings. We can laugh, we can experience momentary glimpses of joy, of happiness sitting on a couch after eating dinner with a loved one. We can experience the bliss of fleeting relaxation for a couple of hours before heading off to bed and repeating the grind all over again.

The world is depressing, but there is true beauty and joy to be had from it. It’s all momentary, and you need to know where to find it. It’s what makes most of us function. Keep your bliss all ye who choose ignorance. I am happy knowing.

O Homicídio da III República Pelos Cobardes da Classe Política

O Homicídio da III República Pelos Cobardes da Classe Política

A minha crónica da semana passada, pois a situação continua na mesma e a cidadania necessita de começar a falar a sério do que se passa…

PortugalGate

Há 3 semanas, ficamos horrorizados com o que se via na televisão: o caos, o inferno, o sofrimento, todo o terror de Pedrógão, num ciclo mediático interminável. O nosso horror perante os 64 mortos acumulou-se ao terror de descobrirmos que o nosso armamento está à mercê de quem quiser levá-lo. Num curtíssimo espaço de tempo percebemos que não temos um Estado, mas sim um repositório de gente inútil a quem chamamos políticos que vivem a boa vida à nossa custa. Parece que sempre que a cortina cai com situações difíceis como estas, vão até aos limites da terra para desvalorizar a tamanha vergonha que é a sua flácida gestão de recursos públicos e o quão impotente o seu desempenho quando as coisas correm mal.

Tenho tido algum receio em escrever este texto, mas o que se tem passado nas últimas semanas força-me a dizer o seguinte: a III República foi…

View original post 1,339 more words

Sr. Primeiro Ministro, Não Somos Parvos!

Sr. Primeiro Ministro, Não Somos Parvos!

Há que começar a pensar seriamente que país queremos no futuro, e isso passa por uma reformulação drástica e total do sistema político e governativo.

PortugalGate

Obviamente que não demite ninguém. Obviamente que não assume responsabilidades. Obviamente que não pede desculpas. Obviamente! Foi de férias tranquilamente e obviamente tranquilo, regressou com a narrativa óbvia de quem obviamente passa a vida a mentir.  Não se pode esperar mais de alguém que por deformação de carácter não vê os erros nesta conduta. É intrínseco. Logo assumir seja lá o que for não é para o Costa que continua convicto que é mais inteligente que o povo e por isso faz dele  parvo. 

Enquanto degustava de férias o seu mojito lembrou-se: “… já sei… chego lá reúno com o CEMGFA, inventamos que aquilo era sucata, não valia um “chavo”, era material para abate e que por isso, não há crise… fazemos depois  uma comunicação ao país com ar  muito sério e saímos fininho da história… Com Pedrógão insistimos na catástrofe natural que só foi pior por causa da operadora…

View original post 524 more words

Pedrógão e Tancos Puseram o País a Nu

Pedrógão e Tancos Puseram o País a Nu

É triste, mas o Estado da Nação não é de todo boa. Estamos a presenciar a morte lenta da III República

PortugalGate

A propaganda estava perfeita. Vivíamos num país idílico. Costa geria o país dando fartura às clientelas e corporações encenando melhorias económicas através de um défice fabricado. De sorriso rasgado e ar no peito aclamava todos os dias que Portugal nunca estivera em tão bom caminho na recuperação dos rendimentos, da economia, do crescimento. A seu lado, seu fiel amigo que, incontinente de afectos, não poupou elogios ao Governo. Eis o que Costa dizia há pouco tempo:” Devolvemos ao país a normalidade. O país respira um clima de tranquilidade, com as famílias e as empresas a já não viverem no sobressalto do que poderá acontecer no dia seguinte”.Além disso, “o país respira um clima de tranquilidade e de estabilidade” e já não vive a “incerteza dos planos ‘B’ do Estado” (Encerramento das jornadas parlamentares do PS, Guarda, 22/11/2016). Foi preciso a tragédia de Pedrogão Grande e Tancos para acabar de vez…

View original post 489 more words